Por baixo da batina

Ha um mes, quando o presidente do Paraguai Fernando Lugo assumiu a paternidade de um filho com uma mulher que não era sua esposa, o panico foi criado no nosso pequeno pais vizinho. Assumir paternidade de um filho fora do casamento não seria novidade mesmo num pais fortemente católico como o Paraguai, não fosse o fato de o presidente ser ainda do sacerdócio quando o bebe foi concebido.

Pobre Lugo, uma vez sob o celibato o fato nunca deveria ter acontecido. Eu sou catolica, mesmo não praticante e acho que a igreja teria outros problemas mais séios para ficar se preocupando. Existe um problema mundial nas igrejas e o Paraguai tem tambem os seus casos, que são os padres pedofólicos. Para mim não existe nada mais repugnante do que este crime contra almas inocentes. Me dá nauseas saber quantas crianças sofrem abusos dentro da propria igreja e ficam no silencio.

Me faz lembrar de um amigo, o Jose que era do Paraguai. Um rapaz tranquilo, atraente, educado e muito inteligente que conhecemos em Toquio. Depois que conhecemos uma de suas ex-namoradas ficamos sabendo que existia um lado muito obscuro no seu passado no Paraguai. Foi atraves dessa ex-namorada americana que ficamos sabendo do rancor que ele tinha pela igreja catolica, pela religião a qual sua mãe e suas irmãs eram tão devotas. Ele tinha sido um menino de altar por muito tempo e apesar de o termos conhecido hámuito tempo, ele nunca havia mencionado esse fato para nós e foi só através dessa namorada que ficamos sabendo. Bastaram estas palavras para entender de onde vinha o rancor que ele demonstrava entre quatro paredes e o trauma que ele tinha de manter intimidades com essa ex-namorada. Provavelmente ele nunca teve coragem de falar sobre os abusos com ninguém de sua familia pois ninguem o acreditaria e dai ele achou refúgio no Japão, um pais budista e sem vestigios da experiência que  o transtornara.

Voltando ao caso do sr. Lugo, o fato é que ele eventualmente largou o sacerdócio para entrar na politica. Embora seja somente minha interpretação,  porque não pensar que não foi o amor a politica que o fez sair da igreja? Mas o reconhecimento de que seus atos estavam ferindo os principios da igreja ? Não teria sido uma maneira de ele reconhecer que não poderia mais continuar traindo seus fiés ? De que ele proprio sabia que não tinha vocação ?

Para mudar de emprego numa era em que manter o seu proprio emprego é questão de vida-e-morte, ele optou por uma solução óbvia.Teria ele diploma de engenheiro ou medico ? Provavelmente não. Mas sendo pároco no entanto, ele estava acostumado a falar para multidões de fiéis, dar conselhos nos sermões de domingo, caminhar apertando mãos dos que o seguem. Soa familiar ? Sim, politico ! E politico precisa de diploma de faculdade ? Não.

Todos tem direito de errar. Sr. Lugo errou de profissão. Quantos não se enganam tambem ? Existem problemas maiores para os paraguaios se preocuparem. Espero que o sr. Lugo tenha a chance de mostrar aos seus ex-fiéis que ele tinha boas intenções e que uma de suas metas seja a de livrar a igreja desses abusos contra os menores, isto sim é um problema grave que só torna a sociedade cada vez mais doentia.

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Coisa de Japones, serio

Estavamos numa recente viagem ao Japao recentement e como sempre, nos deparamos com “coisas estranhas” escritas em ingles. Tirei fotos destas 2 que estavam muito engraçadas.

everybody para japones

Erro de caligrafia, o “everybody” que ficou “everybady” e nem dá pra passar por “very bad”.

a barra

Alem de outros erros na embalagem, o “Can use to er*ct too” varreu todas ! Essa barra parece fazer coisas incriveis ! (tsss)

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“plástico” que virou comida

Quando traços de melamina foram encontrados em comida de cachorro não dei muita importância pois não temos animais de estimação. Fiquei sim comovida por muitos deles terem perdido seus queridos animais que consideravam como seus prórios filhos. Me coloquei na posição de uma mãe que perde seu filho, sem conseguir perdoar aqueles que maldosamente colocaram a melamina por ganância.

Daí um ano se passou e descobriam melanina, desta vez em leite em pó infantil. Nas regiões pobres da China, pais, na esperança de que o leite em pó fosse mais nutriente que o leite de uma mãe já desnutrida, matou dezenas de crianças inocentes e deixou mais centenas com problemas de saude. Na China, onde o número de filhos élimitado a 1 por familia, o que será desses pais deixados agora sem herdeiros ? É fácil o governo dizer que abre excessão para estas familias, mas repor um filho que morreu por causa da irresponsabilidade e de ganância de outros, não deixa a matemática de 1 filho por familia errar mas o que será do coração dilacerado desses pais ? Foi um extermínio.

O problema do leite parecia um problema local. Longe da maioria dos consumidores do Ocidente e mesmo remoto para os paises vizinhos pois as mortes só foram identificadas nas regiões probres, deixou de ser local quando foi detectado melamina em leite nos supermercados de Hong Kong e Macau.

Foi a partir daí que noticias de melamina em outros produtos começaram a pipocar mundo a fora como uma enorme bola de neve. Toda semana eram descobertos traços do quimico em produtos novos e não só em produtos derivados do leite. Se antes o problema parecia alheio a nossa mesa de jantar, ele veio aos poucos invadindo o nosso dia-a-dia.

Como toda mãe e dona de casa que se preocupa antes de tudo com a saude e boa alimentação das crianças esse assunto firou paranóia. Parece já não haver mais um caminho seguro a seguir. Se hoje o ovo de frango é considerado “limpo”, será só questão de dias para eu abrir o jornal um dia e ver em letras grandes que “Melamina foi encontrada em ovo”. Depois vem o frango, o peixe, a carne bovina, a suína, legumes e a lista de produtos marcados com “melamina” será tão extensa que será impossivel achar algum produto alimentar que não o contenha ! E vão até começar a investigar as embalagens desses produtos, seja plástico, latas de alumínio… Melhor parar por ai, senão vão encontrar melamina até no ar que respiramos. Tudo vira suspeito.

Enquanto isso, na tranquilidade do nosso lar eu continuarei alimentando meus filhos com “plastico” (produto final que usa a melamina como matéia prima). Que tal plástico com gosto de “frango-a-milanesa” no almoço?  “Meu filho, coma o plastico com gosto de espinafre que vai deixar voce tão forte quanto o Popeye!”. Só que não nos devemos esquecer de dizer que o espinafre do Popeye era de verdade, não era feito de plástico !

Não será o “global warming” que irá destruir a humanidade, será a propria humanidade se auto-destruindo por causa da má qualidade da alimentação. As consequêcias são tão assustadoras, para começar, que a geração dos nossos filhos talvez nem possa sobreviver o tanto quanto nós. A realidade é que nós, de gerações pouco anteriores passamos nossa fase de crescimento comendo de uma forma mais saudável que nossos filhos. Não se falava ainda em “globalização” e os produtos que comíamos eram produzidos não muito além da área de consumo. Hoje essa globalização já está tão enrraizada no nosso dia-a-dia que voltar para trás é impossíel.

Eu, particularmente já venho perdendo as esperanças de que o mundo voltará ser o que era, a melamina veio para ficar. Deixaremos que os avanços da medicina nos ajudem algum dia a minimizar seus efeitos negativos no nosso organismo, é o mínimo que posso esperar.

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Laos e o platô de Bolaven

Quando meu marido falou que tinha de ir a Laos a serviço, nāo pensei duas vezes. Vamos todos juntos ! Mesmo que a viagem seja só de 2 dias achei interessante irmos porque seria de carro. Teriamos a chance de passar por lugares que de avião jamais passariamos e as crianças ficariam a vontade.

Seria minha primeira visita a Laos embora sempre tivesse vontade de ir, desde os tempos de mochileira. Até então o único nome de cidade que eu sabia era a capital Vientiene. Desta vez nossa viagem foi para o sul, a 700 km da capital. Uma pequena cidade chamada PAKXE na base do platô de Bolaven.

Nossa viagem de carro começou em Khon Kaen, passando por Mukdahan onde pernoitamos num hotel da cidade, ambos no lado Tailandes.

O rio Mekong marca maior parte da fronteira entre Tailandia e Laos mas ao sul de Laos, o Mekong fica completamente situado no lado de Laos.

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Adeus “trapinho”

Um pouco antes de completar 2 anos o Tico se apegou ao “security blanket”. Não que ele quisesse, mas eu o “forcei” a ter um para ver se reduzia o desejo dele de chupar o dedo. Nada adiantou. Talvez até tenha contribuído.

Geralmente esse “blanket” é um cobertor ou uma fralda, um pano que a criança usa quando está com sono, por exemplo. Eu tentei a fralda e não adiantou. O que ficou mesmo foi a minha canga de praia que eu usava as vezes para cobri-lo durantes as siestas. O problema é que ao contrário da fralda, essa canga tinha 1m de comprimento e ficava sempre “sobrando”. Tanto que ate o Teco se aproveitava de vez em quando.

O pano da canga era fininha e com o tempo foi ficando ainda mais fina até ficar transparente. Ate que um dia começou a rasgar. Partiu-se em 2 pedaços e o Tico chorou. Mas de um lado foi bom porque assim tinhamos 2 panos.

“- Olha só que maravilha, em vez de 1 agora voce tem 2!”

Consolado, ele até gostou e passou a carregar os 2 juntos. Às vezes um escapava para ser lavado, coisa que raramente acontecia antes (verdade!).

E o pano foi nas nossas viagens, Japão e EUA. Na época até tentei arrumar um cachorrinho de pelúcia para substituir o tal pano. O cachorrinho foi junto mas o pano também acabou indo…

Partido em dois, depois foi fácil duplicá-lo. Assim se foi, 3,4,,, até que viraram 5! Mas na época em que quinto pedaço apareceu os dois primeiros ja tinham perdido seu endereço. Lembro que quando fomos ao Japão eram 3. Levamos 2 e 1 tinha ficado em casa. Quando voltamos da viagem só tinhamos 2, inclusive o que estava em casa. O que perdemos deve ter ficado embrulhado no meio dos lençóis do hotel de Shibuya.

E foi assim que o Tico começou a ir na escolinha. Pano na mão, dedo na boca. O pano, companheiro inseparável, não perdeu um dia na escola. Foi talvez graças ao pano que o Tico consegiu sobreviver na escola e a superar a separação comigo.

Mesmo já acostumado a escola, com mais de 3 anos, o Tico ainda continuava apegado ao pano, que agora já parecia mais um “trapo”. O que restou do pano da canga, de tão fino, era só fiapos que ele fazia questão de rasgar mais e mais.

Um dos trapos chegou a estar perdido na sala da Lily (na escola) por meses. Até que quando a escola entrou em recesso em outubro e fizeram uma limpeza geral na sala dela encontraram o precioso “pano” entre as almofadas do sofá. Alguém da escola chegou a ligar para avisar do “achado” e se quiséssemos poderíamos ir buscá-lo imediatamente.

Agradeci a consideração, de verdade. Mas eu estava planejando um  jeito de fazer o Tico “esquecer” o tal pano e ele ja estava sobrevivendo sem nenhum por quase 1 semana. Na verdade ainda tinha mais um pedaço em casa, escondido, que eu já estava considerando guardá-lo como peça de museu. Mas foi só ele ouvir o telefonema para insistir em ter o pano de volta. Acabei cedendo o que tinha em casa…

Aos 3 anos e meio, quando minha mãe esteve aqui em dezembro de 2007, de tão irreconhecível que estava o pano, o Tico já o chamava de “boro-boro” em japones. O Teco o repetia de “bolo-bolo”.

Depois, talvez durante o Ano Novo Chinês, mais um pedaço se foi. Aleluia, agora o último pedaço deveria tomar o mesmo fim até não mais que o aniversário de 4 anos. O dedo (de chupar) teria de ir junto também!

No entanto não precisei esperar tanto tempo assim. Foi só o Tico entrar de férias em março, e aconteceu tudo naturalmente, sem trauma.

Num domingo em que fomos ao Central World Plaza (WCP), lembro-me de ter visto o Tico com o pano no carro. E talvez ele o tenha carregado para o restaurante japonês (Ootoya) e talvez ainda para o playground. Não sei exatamente quando e onde, mas desde que chegamos em casa não lembro de ter mais visto o trapo em lugar algum.

Passaram-se uns dias e o Tico ainda insistia no “pano”, principalmente na hora de dormir. Finalmente ele parece ter entendido que não adiantava insistir. Até, de consolo, mostrei-lhe uma outra canga, mesmo material só que de outra cor e não adiantou. O “pano” era insubistituível. Talvez porque o tecido ainda era novo, não tinha fios acabelados e não era tão transparente, esse não era o mesmo.

E foi assim, que com 3 anos e 8 meses o Tico finalmente largou do tal do “security blanket”.

“-Adeus trapinho !”

Só me falta agora ele aparecer de novo entre as almofadas do sofa ou debaixo da cama !

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Quero voar !

Criança sempre tem de inventar, nāo é ? Ouça só então as ultimas do Tico.

[Tico] – Por que passarinho voa?

[Eu] – Porque tem asas.

[Tico] – Eu tambem quero voar !

[Eu] – Voce não pode voar porque não tem asas, tem braços.

[Tico] – Mas o SUPER HOMEM tambem tem braços, por que ele voa ?

Fiquei eu presa na minha propria armadilha…

Na rua estava um carro todo batido e abandonado, talvez aguardando guincho.

[Tico] – Por que carro bateu ?

[Eu] – Porque o homem bebeu cerveja e homem bebado não pode dirigir. Agora morreu.

[Tico] – Homem morreu e vai pra onde ?

[Eu] – Virou fantasma e anda por ai.

[Tico] – Homem mal vira fantasma mal ?

[Eu] – E homem bom vai para o céu com o Papai-do-céu.

[Tico] - Então fantasma mal vai morrer e virar homem bonzinho também.

Sem saber o Tico me falou em misericórdia e ressureição.

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“Pinoquio” em Chinês ?

Umas semanas atrás, quando o Tico pegou uns livros da estante e pediu para que eu os lesse, estava entre eles um livro em chinês, o do Pinoquio. Ele insistiu para que o lesse e não queria a desculpa de que mamãe não sabe ler chinês.

Geralmente quando lemos para as crianças um livro que não é na nossa língua nativa mostramos as figuras e vamos contando a estória do nosso jeito, na nossa língua. Só que no caso deste Pinoquio, as figuras eram tão mal elaboradas a ponto de não serem auto-descritivas. Por mais que tentasse não dava para continuar mantendo a narrativa original somente baseada nas figuras. Afinal o Pinoquio é uma estória infantil clássica e não queria distorcê-la tanto assim. A primeira figura do livro já mostra o Pinoquio de nariz comprido e sem jeito de boneco de madeira, dá pra entender ? Era como se tivesse de contar a estória de trás para frente ! Virei a primeira página e falei:

“- Esse livro está em chinês e a mamãe não sabe ler. Tem de pedir do papai, tá bom ?”
Depois de muito choramingar o Tico desistiu. Pegou o livro e me deixou na cama com o Teco. E parece que enquanto eu colocava o Teco para dormir o pai leu o Pinoquio para ele. Depois de um tempo lá vem ele de novo para dormir, ainda com o livro na mão. Quieto, põe o livro de lado e diz que quer dormir, finalmente.

No dia seguinte, já pronto para ir a creche, saindo da porta ele se volta e fala:

“- Chinezi, Tico quer chinezi!”

Tanto o pai quanto eu nos entre olhamos sem saber o que menino está falando, só preocupados que as crianças estão atrasadas. E lá vem o Tico saindo da porta do quarto com a cara de satisfeito e com o livro do Pinoquio debaixo do braço. “Chinezi” queria dizer chinês. É o livro em chinês que ele queria !

No carro pergunto:

“- Então o que o Tico queria era o livro em chinês do Pinoquio né?”

Apontando para a capa do livro onde está escrito Pinoquio em letras chinesas ele soletra devagar:

“- CHI-NE-NE-NE-ZZ!”

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Mentira de Pinoquio

Não sei qual é a idade média da “puberdade” para mentira, mas se existe uma época em que as crianças começam a mentir, Tico, com 3 anos e 8 meses deve ter-la alcançada agora. Perguntas típicas a que submetemos as crianças nesta idade:

“- Já escovou o dente ?”

“- Fez xixi ?”

“- Lavou as mãos?”

No caso do Tico, são perguntas que geralmente vem seguidas de um simples “…hum…” e aí já sei o quê que é ou pode ser. Pergunto de novo e de novo. Lá pela terceira ou quarta vez a resposta já não é tão audível.

“-[...]“

E se é, ele falou a verdade. Se nāo, agora é a minha vez de falar um pouco de “mentirinha” também.

“- Se o Tico estiver mentindo o nariz vai crescer igual do Pinoquio hein ! Vai lá ver no espelho !”

E lá vai ele correndo para a frente do espelho. Volta passando por mim, segurando a ponta do nariz correndo para o banheiro, agora para lavar as mãos de verdade.

Volta do banheiro com as duas mãos ainda segurando a ponta do nariz e, com a voz de preocupado no mais inocente tom pergunta:

“-Por que o nariz tá crescendo ? Tico não quer nariz grande !”

“- Não precisa chorar, agora que o Tico foi lavar as mãos o nariz vai voltar ao tamanho normal”, agora é a minha vez de consolá-lo também com um abraço bem forte.

Mentira inocente, sem maldade, ainda se cura com Pinoquio. Mas e no dia que elas viram maldosas e ai Pinoquio nenhum vai mais poder nos ajudar ? O que fazer ?

A propósito, o Teco de 2 anos e 5 meses ainda não descobriu a mentira e tão pouco acredita em Pinoquio.

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Politicagem a Americana

Ja faz mais de 1 ano que abri este blog e quando finalmente começo a escrever alguma coisa é sobre politica americana. Falta de outros assuntos nāo seria, mas talvez falta de companhia para ouvir minhas abobrinhas.

Mas é que veio essa curiosidade que bateu na minha cabeça e tinha de comentar com alguém. Meu marido é nascido nos Estados Unidos mas de americano só tem mesmo o passaporte, detesta quase tudo que é de lá e por isso nem adianta conversar com ele.

Por acaso, é só coincidência que politico americano é tambem advogado ou pelo menos formado em Direito?

O ano de 2008 começou com a corrida americana para a presidência e hora ou outra veem a tona comentários de que Hillary é graduada em Direito na Universidade de Yale, assim como seu marido e ex-presidente Clinton. Obama formou-se em Harvard, assim como o contraditório recém destituido ex-governador de Nova York, Spitzer.

A lista de politicos americanos graduados em Direito não deve parar ai mas minha pequena mostra já foi o suficiente para me fazer lembrar de um comentário que meu pai costumava fazer : “Jamais confie em político e advogado, é tudo mesma raça”.

No Brasil a situação politica e social é um pouco diferente. A realidade é que entrar na politica é mais fácil do que entrar numa faculdade, muito menos a de Direito. Só que o pré-requisito é o mesmo e qualquer um, rico ou pobre pode ter:

…muita lábia…

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If Hillary were your wife…

I’m not a man, but a normal suburban housewife with 2 kids. Recently, moved by the excitement around the American Democratic presidential run, I’ve been watching more CNN whenever the kids let me.

Watching Hillary’s latest “hate x love” behavior against her opponent Obama, made me be even more certain that I’d not like to see her in the front run. The “stage” looks like a cheap Mexican soapopera, I told my husband. That will probably bring her more female voters in the blue-colored state Ohio or the latino dominated Texas. However, reading “Obama’s Support Grows Broader, New Poll Finds” on New York Times, brought me another perspective. The one of why Obama has been getting more support from men (”[Obama] had the support of 26 percent of the male Democratic primary voters; in the latest poll, that had climbed to 67 percent.“)

I can see why, after been spelling so many words on her opponent male voters would be avoiding her. Male voters hear the voice of their own angry wives behind her. Myself, how often had I not turned to my husband to trown him words like “Shame on you!” ?

I’m in my early 40’s and 10 of those years, being with my husband. He knows that every month I can change my mood between love X hate at every half-an-hour (just being optimistic). He has turned wise enough to avoid any conflict with me during this time but even with no reason, I would spell crocodiles on him sometimes. Sometimes I regret for my behavior, sometimes not. Sometimes I’m too emotional and sometimes I’m too cold. After the turmoil I’m devastated…

When I look at Hillary’s behavior I can see myself there sometimes (she had even cried before !) and that might associate with many female voters. If me, as a woman see myself on her, why not our husbands would not see their wives there, on their worst mood ?

Many men may not know WHO they want to be the President of the United States, but they probably know better WHO they DON’T want to, and THAT is their wives !

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